domingo, 15 de abril de 2012
A MAGIA DA LEITURA
A leitura
enriquece a alma do ser humano, pois o faz viajar pelo mundo da imaginação,
refletir e agir de forma diferente. Ela
pode transformar os corações e as ações das pessoas. Tira a sede do leitor, a fome e a tristeza. É
mágica; contagia-nos, envolve-nos, puxa-nos, prende-nos...
Ao ler, como diz
Lygia Fagundes Telles, o leitor ajuda a construir o texto com o autor, faz o
levantamento de hipóteses e constrói na mente o final de cada história antes de
chegar ao final dela. Isso faz com que ele seja também autor do texto no momento da leitura e não apenas no momento
da escrita.
Por isso, ao escrever, o
sujeito constitui-se como autor porque ele cria, escreve e ler o que produz. É
uma experiência e uma vivência fantástica
e difícil. Sim, difícil, pois escrever é trabalhoso, toma tempo, faz o sujeito ler
e reler, escrever e reescrever várias vezes um mesmo texto; exige muita
dedicação, paciência, vontade... Enfim, como diz Moacyr Scliar em seu
depoimento ao Correio Brasiliense (1996):
“a cesta de lixo é
a grande amiga do escritor."
Nas minhas leituras, faço
viagens, transporto-me, incorporo-me, rio e sofro com cada personagem como se
vivenciasse com ele cada situação. É magnífico, belo, esplendoroso cada momento
de leitura, sozinha ou partilhada com meus ALUNOS. Eles dizem que me transformo
e vivo o que leio. E é verdade. Quando leio, pedem mais e mais. Querem ouvir;
entregam-se ao momento. Viajam comigo.
VOCÊ SABIA...
... que o Metrô de São Paulo possui bibliotecas em 4 estações?
As bibliotecas "Embarque na Leitura" instaladas no Metrô de São Paulo
integram o projeto "Ler é Saber" em parceria com o Instituto Brasil Leitor.
Estão localizadas nas estações Paraíso (linhas Azul e Verde), Tatuapé (linha
Vermelha), Santa Cecília (linha Vermelha) e Brás (linhas Turquesa, Coral e
Safira da CPTM).EMBARQUE NA LEITURA
LER É SABER

As quatro bibliotecas Embarque na Leitura instaladas no Metrô de São Paulo integram o projeto "Ler é Saber" do Instituto Brasil Leitor (IBL). A parceria do Metrô com o IBL - entidade que administra as bibliotecas - facilita o acesso aos livros e oferece acervos completos para empréstimo gratuito.
A primeira biblioteca Embarque na Leitura foi inaugurada em 1º de setembro de 2004 na Estação Paraíso do Metrô (linhas 1-Azul e 2-Verde). No ano seguinte, foi à vez da unidade da Estação Tatuapé (Linha 3-Vermelha). A unidade mais nova – instalada em 2008 - fica na Estação Santa Cecília (Linha 3-Vermelha).
O projeto Embarque na Leitura conta ainda com uma biblioteca na Estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que foi entregue em 2009.
Biblioteca situada na Estação Paraíso do Metrô (Linha 1-Azul e 2-Verde)
Os acervos das bibliotecas contemplam os mais diversos estilos literários: literatura brasileira, autoajuda, best-seller, infanto-juvenil, filosofia, religião, ciências sociais, linguística, artes e história, entre outros. O horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 11h às 20h. Para se inscrever, os interessados devem apresentar documento de identidade e CPF (original e cópia), juntamente com uma foto 3x4. Também é necessário levar o comprovante de residência (original e cópia). Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais. Os leitores são cadastrados e recebem uma carteirinha de identificação com foto e código de barra para fazer os empréstimos, tudo gratuitamente.
Ler sem saber.
Minha história com os livros começou bem cedo, nem mesmo sabia
ler.
Meu pai comprou-me uma coleção de livros de histórias infantis. Lembro-me
da beleza dos livros. Minha mãe ou meu pai, colocavam-me no colo e lentamente
liam página a página e falavam sobre as figuras. Fiquei tão encantada, que
quando apareciam pessoas na minha casa eu pegava na mão e dizia-lhes para
sentar-se que eu iria contar uma história.Frequentemente as pessoas me
incentivavam e assim interessava-me cada vez mais pela leitura. Então, aprendi a
ler.
No início lia os livros propostos pelos professores ou quando podia
escolher, escolhia os livros pelas figuras que apresentavam, até o dia em que
ouvi falar do livro "O nome da rosa", tinha uns 12 anos, quando fui à biblioteca
e a bibliotecária veio com aquele livro grosso, sem figuras, pensei em desistir.
Mas, resolvi encarar o desafio. Foi muito bom. Li o livro em poucos dias e ainda
hoje lembro-me da sensação de descobrir a causa das mortes dos padres.
Depois, tive a experiência de ler a bíblia toda. Uma experiência singular.
Ali aprendi muito sobre a vontade de Deus para minha vida e para o seu
povo.
Hoje continuo lendo a bíblia, livros, jornais, revistas e isso abre-me a
cada leitura, portas para entrar e descobrir coisas novas e encher o meu
depósito para sempre que for necessário ter material de qualidade para construir
um texto.
sábado, 14 de abril de 2012
Reflexões a cerca do processo de leitura e escrita: compreender para transformar o ensino
Karine Sefrin Speroni
RESUMO: O processo de leitura é um
processo complexo que transcende a simples decodificação da língua
escrita. Desse modo é pertinente considerarmos a amplitude desse processo bem
como destacar que este se configura desde tempos remotos como ato social. Em
outras palavras o processo de lecto-escrita por muito tempo esteve atrelado a
uma condição de poder exercida por grupos hegemônicos. A compreensão desse
processo, sua historicidade nos permite
traçar novos discurso a cerca da importância do ato de ler para processo de
ensino-aprendizagem nos dias de hoje.
No entardecer - Alberto Caeiro
| No entardecer dos dias de Verão, às vezes, Ainda que não haja brisa nenhuma, parece Que passa, um momento, uma leve brisa... Mas as árvores permanecem imóveis Em todas as folhas das suas folhas E os nossos sentidos tiveram uma ilusão, Tiveram a ilusão do que lhes agradaria... Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem! Fôssemos nós como devíamos ser E não haveria em nós necessidade de ilusão ... Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida E nem repararmos para que há sentidos ... Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo Porque a imperfeição é uma cousa, E haver gente que erra é original, E haver gente doente torna o Mundo engraçado. Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos, E deve haver muita cousa Para termos muito que ver e ouvir. . . |
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Fernando Pessoa
O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.
Fernando Pessoa
FERNANDO PESSOA
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Ai Se Sêsse
Cordel Do Fogo Encantado
Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Composição: Zé Da Luz
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Composição: Zé Da Luz
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