A leitura
enriquece a alma do ser humano, pois o faz viajar pelo mundo da imaginação,
refletir e agir de forma diferente. Ela
pode transformar os corações e as ações das pessoas. Tira a sede do leitor, a fome e a tristeza. É
mágica; contagia-nos, envolve-nos, puxa-nos, prende-nos...
Ao ler, como diz
Lygia Fagundes Telles, o leitor ajuda a construir o texto com o autor, faz o
levantamento de hipóteses e constrói na mente o final de cada história antes de
chegar ao final dela. Isso faz com que ele seja também autor do texto no momento da leitura e não apenas no momento
da escrita.
Por isso, ao escrever, o
sujeito constitui-se como autor porque ele cria, escreve e ler o que produz. É
uma experiência e uma vivência fantástica
e difícil. Sim, difícil, pois escrever é trabalhoso, toma tempo, faz o sujeito ler
e reler, escrever e reescrever várias vezes um mesmo texto; exige muita
dedicação, paciência, vontade... Enfim, como diz Moacyr Scliar em seu
depoimento ao Correio Brasiliense (1996):
“a cesta de lixo é
a grande amiga do escritor."
Nas minhas leituras, faço
viagens, transporto-me, incorporo-me, rio e sofro com cada personagem como se
vivenciasse com ele cada situação. É magnífico, belo, esplendoroso cada momento
de leitura, sozinha ou partilhada com meus ALUNOS. Eles dizem que me transformo
e vivo o que leio. E é verdade. Quando leio, pedem mais e mais. Querem ouvir;
entregam-se ao momento. Viajam comigo.